da Comunicação Social
O desejo de nos mantermos informados leva-nos a procurar notícias na internet, na televisão, na rádio, nos jornais e nas revistas.
Todavia, tem-se vindo a constatar que as informações que são disponibilizadas por esses meios obedecem a critérios de selecção pouco claros e a forma como são transmitidas obedecem a critérios de isenção que se têm vindo a revelar tão duvidosos que quem pretende estar bem informado é obrigado a obter informações sobre o mesmo tema em diferentes meios de comunicação social.
Igualmente, a ter em conta é algo verdadeiramente aberrante e fora do contexto que é a forma como são tratados os títulos em que há perigo eminente, mortes, feridos ou percas materiais avolumadas, nessa altura os “média” caiem todos, que nem abutres, no local da catástrofe, minutos e minutos de rádio e televisão, páginas e páginas de jornal são ocupados com repetições sucessivas das mesmas imagens, com particular destaque para as mais chocantes, das mesmas opiniões, dos mesmos testemunhos e dos mesmos elementos conhecidos ou julgados conhecidos, fazendo dessas notícias um espectáculo “Hollywoodesco”.
Este ponto é vulgarmente acompanhado das perguntas sacramentais, verdadeiramente “vampirescas”, repetidas vezes sem conta e explorando os sentimentos das pessoas, tipo:
“- O que é que acha que aconteceu?”;
“- Acha que podia ter havido uma solução que pudesse evitar esta catástrofe?”;
“- Como é que se sente?”;
“- Como é que vê o seu futuro, neste momento?”.
Escusado será dizer que estas “magnificas” perguntas, dignas das páginas principais de um compêndio de jornalismo, são feitas no calor das acção e da emoção, com pessoas exaustas e/ou a chorar, vivendo momentos de perigo e de horror ou desesperadas por percas danosas ou a tentar salvar o pouco que ainda lhes resta.
Pede-se aos Directores de Informação o favor de não fazerem ou permitirem que se façam das notícias um espectáculo!
A População (excluindo os “doentes” que têm gostos mórbidos) só quer estar informada!! …Não está interessada em “desfrutar” do sofrimento, das lágrimas, do suor, nem do sangue das vitimas!!!
js
3 Comentários até agora
Publicar um comentário
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>
Numa sociedade destas, como queriam que fossem os Jornalistas? Boa semana.
Comentário por Barão da Tróia Outubro 9, 2006 @ 12:19 pmOra… e as audiências, Senhores? As audiências?
Comentário por [ CJT ] Outubro 9, 2006 @ 1:59 pmQual a justificação para os paparazzi, para os abutres e coisas assim?
Afinal, é ou não o que as pessoas querem ver?
Falta isso… a escolha verdadeira.
Numa sociedade onde é suposto haver liberdade de escolha, ela existe em que medida? Existe simplesmente dentro das possibilidades de escolha dentro da oferta. E eles parecem estar combinados…
É realmente perverso o cunho espantástico do jornalismo mas, then again, e as audiências, Senhores? As audiências?…
Enquanto fundador deste blogue dou-te os parabéns pelo post, amigo. Infelizmente o Infoentretenimento teve destas coisas: abusos e exageros. O sensacionalismo está como alvo a combater no código deontológico dos jornalistas mas estar lá ou não é igual.
Comentário por João Ferreira Dias Outubro 9, 2006 @ 3:04 pm