… Problema? … ou a desculpa dos incompetentes?
O baixo índice de natalidade é frequentemente apontado como a principal causa do descalabro da Segurança Social e a justificação para um conjunto medidas penalizadoras para quem trabalha e faz os respectivos descontos.
Este falso argumento usado vezes sem conta, com o único objectivo de fazer passar a ideia que se trata de um discurso verdadeiro, é o modo mais simples que os responsáveis por tal descalabro têm para esconder a sua incompetência e o resultado de um conjunto de medidas erradas por si tomadas nos âmbitos do ensino, da formação profissional, do emprego, da política de imigração e na falta de apoios aos sectores produtivo e da transformação em detrimento dos apoios aos sectores de comércio e serviços e dos apoios sociais (em alguns casos excessivos e injustificados).
A principal causa da falta de dinheiro na Segurança Social está efectivamente na falta de receitas e no facto do que deveria estar a ser usado ou reservado para as reformas estar a ser usado nos subsídios de desemprego e outros.
Se fossem feitas apostas na criação de emprego, repito, nos sectores produtivo e de transformação e num ensino que tivesse como primeiro objectivo dar aos jovens uma formação adequada às necessidades das empresas existentes ou que seria de interesse existirem em Portugal, teríamos empregos e como tal, as pessoas que actualmente estão a receber sem nada fazerem, passariam a descontar e se porventura os portugueses existentes não fossem os suficientes para preencher todos os postos de trabalho entretanto criados, recorrer-se-ia à mão-de-obra estrangeira.
O baixo número de nascimentos ocorridos nos últimos tempos em Portugal não é a causa seja do que for, mas sim a consequência da instabilidade vivida pelas famílias e quaisquer medidas que tenham em vista o aumento da natalidade tendo por base um apoio monetário podem inclusivamente vir a tornar-se contraproducentes. Pois um apoio monetário deste género, não passa de um esbanjamento de recursos, que em principio só é aproveitado por pessoas com baixos rendimentos, pessoas que ao terem mais filhos, aumentam as possibilidades destes virem a nascer e crescer em ambientes hostis e a não terem os níveis de educação e ensino exigíveis, correndo o risco de mais tarde virem engrossar a faixa de desempregados ou outra que seja subsídio-dependente.
js
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