Cidadela dos Incultos


A força (ou “forcinha”) dos argumentos

Independentemente do sentido do voto, em relação à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), acho importante reparar na seguinte frase:

“Quem quiser mesmo fazer um aborto, faz. Por isso, despenalize-se…”

Esta é a resposta que se ouve frequentemente à pergunta da actualidade. Realmente, quando se está perante um argumento com esta profundidade, não há nada a fazer. Sentimo-nos impotentes. Completamente esmagados e, ao mesmo tempo, esclarecidos.

Além disso, é interessante reflectir que este argumento, com pequenas modificações de contexto, aplica-se a imensas áreas da sociedade. Enumero apenas algumas:

    • roubar – “Quem quiser mesmo roubar, rouba. Por isso, despenalize-se…”;
    • matar – “Quem quiser mesmo matar, mata. Por isso, despenalize-se…”;

É por estas e por outras que eu sou um grande adepto dos referendos. A sério, mesmo sinceramente. Os referendos são uma óptima maneira de se dar voz a um povo esclarecido e elucidado.


7 Comentários até agora
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“dar voz a um povo esclarecido e elucidado”

:)

E que Povo melhor que o Português para isso…

Comentário por max

…que eu saiba, roubar é crime aqui e em qualquer parte do mundo… abortar aqui é proibido mas ali ao lado em Espanha é permitido…
é misturando alhos com bugalhos que se que que a população fique esclarecida?????????????????…

Comentário por js

concordo com o JS

Comentário por João Ferreira Dias

O “pequenino” “artigo” é sobre a “força” dos argumentos. Mais nada.

Comentário por Nuno Carvalho

Depois do comentário de “js” no meu blog aqui ficam algumas notas.
1. Este artigo, se é que se pode chamar um artigo, não é sobre o aborto nem sobre os sentidos de voto;
2. Este artigo está escrito num tom cómico e visa fazer pensar sobre uma questão: a argumentação;
3. Fazer pensar sobre a argumentação implica (como se faz na matemática) provar a “minha” tese por excesso, ou seja, usar coisas “estúpidas” como roubar e até matar;
4. Lá está, mesmo o roubar e o matar não se referem a uma comparação com o aborto em si, mas sim com uma argumentação que mais uma vez considero triste e completamente insuficiente;
5. Se depois de estes pontos alguém disser que não concorda com este artigo, repare-se que o não concordar implica estar de acordo com a utilização de argumentos frágeis para apoiar temáticas fortes.

Aqui fica o esclarecimento. :)

Um grande Abraço Argumentativo

Comentário por Nuno Carvalho

Pois…no fundo, no fundo…a cada um a sua cosnciência.
Um abraço ;-)

Comentário por Luís

Ver http://cidadeladosincultos.wordpress.com/2006/12/10/a-forca-ou-forcinha-dos-argumentos/#comment-287.
Neste comentário é pior a emenda que o soneto.
Na realidade, que tipo de argumentação é essa? De onde vem? Quem a disse? Nada de referências ou julga-se o todo pelas partes? Que partes?…
Não tem nada a ver, caro Nuno… e o tom jocoso não foi lá muito bem conseguido…
Abraço,
CJT

Comentário por Carlos José Teixeira




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