Arquivar em: Afixações a roçar a maluquice de Nuno Carvalho, Sociedade Portuguesa
Independentemente do sentido do voto, em relação à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), acho importante reparar na seguinte frase:
“Quem quiser mesmo fazer um aborto, faz. Por isso, despenalize-se…”
Esta é a resposta que se ouve frequentemente à pergunta da actualidade. Realmente, quando se está perante um argumento com esta profundidade, não há nada a fazer. Sentimo-nos impotentes. Completamente esmagados e, ao mesmo tempo, esclarecidos.
Além disso, é interessante reflectir que este argumento, com pequenas modificações de contexto, aplica-se a imensas áreas da sociedade. Enumero apenas algumas:
-
- roubar – “Quem quiser mesmo roubar, rouba. Por isso, despenalize-se…”;
- matar – “Quem quiser mesmo matar, mata. Por isso, despenalize-se…”;
- …
É por estas e por outras que eu sou um grande adepto dos referendos. A sério, mesmo sinceramente. Os referendos são uma óptima maneira de se dar voz a um povo esclarecido e elucidado.
7 Comentários até agora
Publicar um comentário
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>
“dar voz a um povo esclarecido e elucidado”
E que Povo melhor que o Português para isso…
Comentário por max Dezembro 10, 2006 @ 11:28 pm…que eu saiba, roubar é crime aqui e em qualquer parte do mundo… abortar aqui é proibido mas ali ao lado em Espanha é permitido…
Comentário por js Dezembro 11, 2006 @ 10:05 amé misturando alhos com bugalhos que se que que a população fique esclarecida?????????????????…
concordo com o JS
Comentário por João Ferreira Dias Dezembro 11, 2006 @ 2:29 pmO “pequenino” “artigo” é sobre a “força” dos argumentos. Mais nada.
Comentário por Nuno Carvalho Dezembro 11, 2006 @ 4:12 pmDepois do comentário de “js” no meu blog aqui ficam algumas notas.
1. Este artigo, se é que se pode chamar um artigo, não é sobre o aborto nem sobre os sentidos de voto;
2. Este artigo está escrito num tom cómico e visa fazer pensar sobre uma questão: a argumentação;
3. Fazer pensar sobre a argumentação implica (como se faz na matemática) provar a “minha” tese por excesso, ou seja, usar coisas “estúpidas” como roubar e até matar;
4. Lá está, mesmo o roubar e o matar não se referem a uma comparação com o aborto em si, mas sim com uma argumentação que mais uma vez considero triste e completamente insuficiente;
5. Se depois de estes pontos alguém disser que não concorda com este artigo, repare-se que o não concordar implica estar de acordo com a utilização de argumentos frágeis para apoiar temáticas fortes.
Aqui fica o esclarecimento.
Um grande Abraço Argumentativo
Comentário por Nuno Carvalho Dezembro 12, 2006 @ 11:03 amPois…no fundo, no fundo…a cada um a sua cosnciência.
Comentário por Luís Dezembro 24, 2006 @ 5:54 pmUm abraço
Ver http://cidadeladosincultos.wordpress.com/2006/12/10/a-forca-ou-forcinha-dos-argumentos/#comment-287.
Comentário por Carlos José Teixeira Janeiro 8, 2007 @ 3:58 pmNeste comentário é pior a emenda que o soneto.
Na realidade, que tipo de argumentação é essa? De onde vem? Quem a disse? Nada de referências ou julga-se o todo pelas partes? Que partes?…
Não tem nada a ver, caro Nuno… e o tom jocoso não foi lá muito bem conseguido…
Abraço,
CJT