Arquivado em: Política à Portuguesa, Postais de Ricardo Cataluna, Sociedade Portuguesa
- O Ensino Superior português está em pé de guerra. As instituições universitárias sofreram cortes que dificultam o seu funcionamento. É importante que as universidades portuguesas consigam superar as dificuldades, procurando outras fontes de rendimento; remodelando a sua oferta para os jovens portugueses e não só; trabalhando com as empresas; deve-se apostar em Universidades que existam em prol dos alunos e não favorecendo “meia dúzia de iluminados”.
Um dos maiores dramas do nosso do nosso país passa pelo facto de metade dos jovens que frequentam o ensino universitário não conseguir concluir o mesmo.
- O Governo continua em estado de graça. Apesar da impopularidade das suas medidas, o executivo liderado por Sócrates continua à frente nas sondagens.
O que me faz mais confusão é o facto deste governo não ter “má imprensa”, não há ninguém que se atreva a dizer mal deste governo, salvo raríssimas excepções. Será que este governo é só virtudes, apesar de ostentar um estilo de governação insuportável?
- Já falei disto aqui e volto a reafirmar: a aposta nas novas tecnologias é fundamental, mas não se esqueçam da nossa língua! Para além dos pontapés na gramática, o português tem sofrido com a ausência de políticas. Repito: Alguém sabe quais são as actividades do Instituto Camões? Em que ponto está o “incrível” Plano Nacional de Leitura?
6 Comentários até agora
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Percebo as tuas preocupações. Também acho que as nossas faculdades têm muito que evoluir.
Em relação à governação de Sócrates, não me parece que haja qualquer problema. É preciso ter calma e deixar que as reformas façam o seu efeito. O País está numa situação muito complicada há largos anos e os seus problemas não se resolvem de um momento para o outro. Baixa competitividade da economia não se resolve por decreto nem por pura magia governamental. Vamos aguardar solenemente e contribuir com o que podemos para a evolução do nosso País.
Em relação à nossa língua também não posso de deixar de concordar. Um povo não pode evoluir sem saber falar, escrever e, muito importante, pensar na sua língua materna. É essencial.
Comentário por Nuno Carvalho Dezembro 12, 2006 @ 11:10 amA língua de um país é muito importante. Profissionais que dominem o idioma são importantes para auxiliar em todas as áreas. Abraço.
Comentário por Carlos Dezembro 14, 2006 @ 1:03 amA pergunta a fazer não é “quais as actividades do Instituto” (que estão referidas até na página do mesmo) mas quais os critérios de contratação de docentes do mesmo? Isso é que ninguém sabe.
Comentário por Maria Dezembro 16, 2006 @ 8:14 pmNuno Carvalho:
As nossas faculdades têm de perceber o mundo que as rodeia, e não devem ter complexos em abrir-se à sociedade.
Continuo com muitas reticências em relação à política deste governo. Mas isso são assuntos para analisar mais à frente.
Era bom que mais pessoas pensassem como tu.
Abraço!
Carlos:
Sem qualquer dúvida! É pena que os responsáveis políticos e culturais não pensem da mesma forma.
Abraço!
Maria:
Confesso que não tinha pensado nisso, mas parece-me uma questão pertinente.
Comentário por Rcataluna Dezembro 17, 2006 @ 7:49 pmFoquei mais esta questão por conhecer o Instituto Cervantes muito bem. Gostava que o Inst. Camões tivesse a mesma dinâmina…
O nosso ensino superior está à laia do resto, pobre e desencantado. Um local que se pretendia de excelência, soçobra lentamente no grande mar oceano da ignorância cabotina.
Comentário por Barão da Tróia Dezembro 18, 2006 @ 9:04 amCulpados e culpas, são vários e variadas, a mais grossa parece ser o completo desnorte dos governantes em acertar com uma política de educação, que realmente eduque. Boa semana.
Barão da Tróia:
Não podia estar mais de acordo!
Abraço!
Comentário por RCataluna Dezembro 22, 2006 @ 12:35 am